Viagem Peru/Bolívia 2012 – Dia 04 – 09/12/2012

Dia 04 – 09/12/2012 – Ariquemes/RO-BR a Rio Branco/AC-BR (728km)

Mapa

Após uma noite relativamente curta, mas bem dormida, acordei às 4:30h horário local (6:30h – Brasília), ajeitei as malas na moto e resolvi não tomar café da manhã que seria servido somente às 7:30h (horário local).

Saí do hotel ainda escuro e as ruas estavam todas molhadas, segundo o atendente do hotel, choveu a noite toda (eu nem percebi).

Em função de não conhecer a estrada e pelos barulhos na transmissão da moto apresentados no dia anterior, o começo foi um pouco tenso, mas pouco a pouco fui ganhando confiança.

Sabe aquele ditado: “Deus ajuda quem cedo madruga!”, poderia perfeitamente se encaixar na situação, depois de rodar 200km de Ariquemes/RO-BR a Porto Velho/RO-BR, às 7:30h (horário local) estava abastecendo e comendo algo na loja do posto de combustíveis.

Como estava cedo, resolvi conhecer um pouquinho Porto Velho/RO-BR, aproveitei um moto-taxi e pedi para ele me guiar até a Praça Madeira-Mamoré, bem arrumei um substituto para o GPS (de volta às antigas).

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Passeei um pouco pela praça que costeia o Rio Madeira e às 9:00h (horário local) estava de volta a estrada.

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O tempo estava fechado, quase chovendo, depois de Porto Velho/RO-BR o tempo abriu e ficou bem mais agradável (e quente) o passeio.

A rodovia era a BR-364 que passa por Rio Branco/AC-BR, a princípio muito bem conservada, com pequenas ressalvas ainda do estado de Rondônia.

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A primeira cidade no trajeto, depois da capital Porto Velho/RO-BR, foi Jaci-Paraná/RO-BR, a cidade estava bem movimentada, e aconselho quem têm uma moto (ou veículo) com autonomia menor que 300km a fazer um abastecimento nesta cidade. O próximo posto que encontrei foi depois da balsa sobre o Rio Madeira a 180km dali.

Após o povoado de Abunã/RO-BR, por incrível que pareça, tem uma balsa, que até 2 dias antes não sabia que existia. Achei uma falta de vontade política muito grande em fazer uma ponte para ligar uma parte de Rondônia e todo o estado do Acre ao restante do Brasil.

Quanto cheguei ao acesso a balsa, ela havia acabado de chegar (mais sorte que juízo), e é uma pequena balsa e para acabar com o espaço é muito rápido. Eles operam com três balsas.

Na travessia de balsa, conheci um caminhoneiro (que sempre usa a demorada balsa) e um motoqueiro de Porto Velho/RO-BR. Eles relataram várias situações que a construção de uma ponte ajudaria todo aquele povo, mas “enfim alguém ganha com esta insensibilidade política”.

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Após a travessia, fiz um abastecimento num posto a 8km do primeiro vilarejo depois da balsa (Vista Alegre do Abunã/RO-BR), seguindo indicação do caminhoneiro da balsa.

O tempo estava muito quente, e às vezes dava a impressão que choveria, mas fiquei seco o restante do dia.

Depois do povoado de Nova Califórnia/RO-BR, finalmente cheguei ao estado do Acre (13:57h – local / 15:37h – Brasília) e fui recepcionado por uma valeta a 6km da divisa de estados, a sorte era que estava atento e pude frear a tempo.

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A rodovia depois de Acrelândia/AC-BR  ficou ruim, muito irregular e com buracos (panelas) que tornava a pilotagem perigosa e mais lenta, o trecho pior foram os 50km seguintes, na seqüência melhorou.

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Chegando à capital Rio Branco/AC-BR, parei para abastecer na entrada da cidade. Enquanto abastecia, uma das frentistas estava toda prosa, mas não insisti muito na conversa.

A moto durante o dia, sempre apresentava o barulho na transmissão, quando saia com a moto parada (em baixas velocidades). No dia seguinte como era segunda-feira, iria à concessionária da Suzuki para tentar arrumar o problema.

Segui para o centro da cidade, e no primeiro hotel encontrei parei (Hotel Terra Verde / Rua Mal. Deodoro, 221 – Centro). Era um padrão mais alto (até com piscina), mais caro e bem localizado, resolvi ficar.

Quando buscava as malas, o motoqueiro da balsa me encontrou novamente e me deu mais algumas  dicas de lugares para conhecer.

No quarto, ao ligar o celular, vi algumas chamadas perdidas, era o motoqueiro Fabrício, liguei para ele e conversamos um pouco. Ele realmente havia seguido viagem até Porto Velho/RO-BR e chego ainda no dia de ontem. Outra situação interessante foi que ele reencontrou nossos amigos da Venezuela e almoçou com eles. Fizeram um convite para conhecer a Venezuela, isso ainda veremos!!!

Depois do banho, fiz uma caminhada pelas ruas centrais de Rio Branco/AC-BR, nos arredores do hotel.

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Na volta, fui aproveitar a piscina (não é sempre que tem disponível, ainda mais com um calor daqueles).

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À noite caminhei um pouco mais pela cidade, comi algo e fui descansar.

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GASTOS NO DIA – R$334,33

R$ 5,00 – Água 2x (Hotel)
R$ 33,74 – Combustível DL650 V-Strom (40223km – 11,28l – R$/l2,990) Porto Velho/RO-BR
R$ 5,50 – Leite+Esfirra+Prestígio
R$ 10,00 – Moto-Taxi (Guia até Parque Madeira-Mamoré)
R$ 4,00 – Balsa (Abunã/RO)
R$ 48,00 – Combustível DL650 V-Strom (40506km – 15,95l – R$/l3,010) Abunã/RO-BR
R$ 40,59 – Combustível DL650 V-Strom (40747km – 13,27l – R$/l3,059) Rio Branco/RO-BR
R$ 2,50 – Guaraná Baré
R$150,00 – Hotel Rio Branco/AC-BR (Terra Verde)
R$ 10,00 – Tacacá+Coca
R$ 25,00 – Kibe+Suco

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