Salto Yucumã (Moconá), Rio Grande do Sul, Brasil (out/2012)

Dia 03 – 14/10/2012 – Tenente Portela/RS – Salto Yucumã – Cascavel/PR (444km)

Continuando a viagem pelas terras gaúchas, meu objetivo do dia era explorar o Salto Yucumã, localizado no Parque Florestal Estadual do Turvo, no município de Derrubadas/RS. Este parque fundado em 1947 é um dos mais antigos do Rio Grande do Sul, ocupa uma área de 17.491 hectares e possui uma vasta fauna e flora.

O Salto Yucumã, ou Moconá (em espanhol), é o maior salto em termos de longitude do mundo com 1.800m, formada pelo Rio Uruguai que separa o estado do Rio Grande do Sul no Brasil da província de Misiones na Argentina.

A queda possui de 12 a 15m de altura, largura média de 30m e a profundidade 90m, e em alguns pontos de até 120m. La língua guarani Yucumã ou Moconá, significa “que todo engole”, ou seja, nadar não seria a melhor idéia em suas águas agitadas.

Após o café da manhã, saí de Tenente Portela/RS às 7:40h, rumo a Derrubadas/RS a 17km pela rodovia RS-330. São mais 4,3km (3,7km asfaltados) até a entrada do parque. Um guarda recebeu o valor do ingresso, no meu caso como é moto são R$7,27 (este valor é cobrado por veículo e não por pessoa), e me passou algumas orientações principalmente quanto ao horário de funcionamento do parque (das 8:00h às 16:00h – de quarta-feira a domingo).

Eram 8:10h da manhã, quanto comecei a percorrer os 15km de estrada de terra (em boas condições) até o inicio da trilha até o salto (estacionamento). Não preciso nem escrever que estava muito empolgado para conhecer esta beleza natural.

Após 400m da portaria do parque a primeira surpresa, a Lagoa das Marrecas, com muitas aves e pássaros curtindo suas águas verdes.

No caminho a velocidade máxima permitida é 40km/h, a propósito andar mais que isso seria um desperdício, por não apreciar a beleza da densa mata ao redor.

Tardei 40minutos para chegar ao estacionamento. Neste local, uma clareira no meio da floresta com uma área de lazer com 2 hectares, conta com quiosques e churrasqueiras.

Troquei minhas roupas de motoqueiro e coloquei algo mais apropriado para a “pequena” caminhada que ira fazer.

Dali até o início do lajeado, uma extensão rochosa (~200m) que separa a floresta da margem do rio, percorri uma trilha de 600m pela mata. E tive minhas primeiras perspectivas do salto.

O salto era realmente magnífico e estava com uma boa vazão, a queda acredito que tinha algo em torno de 3 a 5m de altura. E sua extensão era de perder de vista!

Decidi seguir para o”fim” da queda sentido sul, seria um pecado chegar até ali e fazer apenas algumas fotos e voltar.  Fui saltando pelas pedras no lajeado até onde achei que fosse o fim.

Vários turistas do lado argentino, faziam o passeio de barco pelo rio e se aproximavam bastante das quedas.

Assim como as Cataratas do Iguaçu, nesta eterna rivalidade Brasil x Argentina, podemos aqui levar  também alguma vantagem. O salto fico na lado argentino, mas a melhor vista é do lado brasileiro no nível mais baixo.

Percorri 1,7km rio abaixo um pouco além do ponto de embarque dos passeios de barco argentino, e definitivamente as queda haviam terminada.  Voltei pelo mesmo caminho e segui uns 400m mais ao norte pela margem do rio, até não conseguir seguir em função do nível da água que criava várias ilhas.

Depois de quase 3 horas de caminhada, escalada e saltos, voltei para o estacionamento. Era quase meio-dia, ou seja, cheguei na hora do almoço e a gauchada estava preparando churrasco. Aquele cheiro de carne quase me matou. Saí correndo o mais rápido possível!

Voltei para a entrada do parque e segui para Derrubadas/RS, onde parei para almoçar, num simples e ótimo restaurante.

Por antes das 13:00h, comecei o retorno para casa. Segui para rodovia RS-472 e acessei a rodovia RS-163, uma estrada de chão de 20km em processo de asfaltamento, para tomar uma balsa entre Barra do Guarita/RS e Itapiranga/SC.

Esperei alguns minutos pela balsa (moto – R$7,50) e logo estava atravessando o Rio Uruguai enquanto conversava com um senhor de Itaipulândia/PR.

Às 14:45h estava em Santa Catarina, segui pelas rodovias SC-472 e SC-163/BR-163. O trecho até Iporã do Oeste/SC ainda não conhecia.

Em São Miguel do Oeste/SC (15:19h) a primeira parada para abastecimento do dia, onde aproveitei para tomar um refrigerante.

A partir de então fiz a mesma rota de dois dias atrás, passei por Barracão/PR, Capanema/PR e Capitão Leônidas Marques/PR. A diferença é que a estrada estava em alguns pontos muito movimentada. Como a moto em algumas situações leva vantagem, coloquei o motor  da Lis para trabalhar e me desvincilhei facilmente do tráfego pesado.

Na entrada de Cascavel/PR fiz mais um abastecimento e faltando alguns minutos para as 19:00h retornei para casa. Feliz da vida, com mais uma aventura realizada!

Referências:
http://www.turismoyucuma.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Salto_do_Yucum%C3%A3
http://www.derrubadas-rs.com.br/

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